10 de jul. de 2009



"Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo
De amargo então
Salgado ficou doce
Assim que o teu cheiro
Forte e lento
Fez casa nos meus braços
E ainda
Leve e forte
Cego e tenso
Fez saber que ainda era muito,
muito pouco.
Faço o nosso o meu segredo mais sincero
e desafio o instinto dissonante
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento
passa a ser o meu instante
E o teu medo, de ter medo de ter medo
Não faz da minha força conclusão
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E sei que a tua correnteza não tem direção.
Mas tão certo quanto o erro
de ser barco a motor,
é insistir em usar remos...
É o mal que a água faz
quando se afoga;
E o salva vidas não está lá
Porque não vemos"
Daniel na Cova dos Leões
Renato Russo












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